Ele entrou com flores, passando por cima de todos
mas entrou
era para ela e isto estava estampado nos olhos dele
por um momento, uma pitada de inveja
''odeio flores, mas queria.''
ele desceu, com os olhos claros de esperança
e eu continuei sozinha
olhando pela janela do onibus o amor passar distante de mim.
Sobre estar só, eu sei.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tarde
Na agonia da tarde, na barulheira dos carros
Os pés cansados, os dedos calejados
A rua cheia e fedendo a queimado
A mente baixa e olhos pesados
Fim de tarde, carros agitados
A perturbação dos versos mal feitos
Da técnica mal realizada
Das palavras mal organizadas
Jogadas no meio da rua empoeirada
No fim, não mais que isso
O homem que acena para o cachorro
A música que marca a adolescência
O velho na casa abandonada
Escuro e sereno
Fecha e sauda a rua com os acordes
do violão amadeirado
E tudo pára.
Tudo pára para ver o homem negro tocando,
grandioso, do outro lado da luz
Tocando para quem o conduz.
Os pés cansados, os dedos calejados
A rua cheia e fedendo a queimado
A mente baixa e olhos pesados
Fim de tarde, carros agitados
A perturbação dos versos mal feitos
Da técnica mal realizada
Das palavras mal organizadas
Jogadas no meio da rua empoeirada
No fim, não mais que isso
O homem que acena para o cachorro
A música que marca a adolescência
O velho na casa abandonada
Escuro e sereno
Fecha e sauda a rua com os acordes
do violão amadeirado
E tudo pára.
Tudo pára para ver o homem negro tocando,
grandioso, do outro lado da luz
Tocando para quem o conduz.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Rita
Rita tem um quadro na parede da sala
Todos os dias ela o olha,
recordando do dia em que ganhou
As fotos saem amareladas
Mas Rita não se importa
Ganhou uma máquina fotográfica
Chora e ri com ela
Rouba pessoas
Rouba as jóias que sempre quis
Rita tem tudo
Tudo dentro de sua máquina
Rita chega em casa
Tira o casaquinho da cor da pele
Acende uma vela
E começa a cantar com o quadro e a foto amarelada
Da sua sala.
Todos os dias ela o olha,
recordando do dia em que ganhou
As fotos saem amareladas
Mas Rita não se importa
Ganhou uma máquina fotográfica
Chora e ri com ela
Rouba pessoas
Rouba as jóias que sempre quis
Rita tem tudo
Tudo dentro de sua máquina
Rita chega em casa
Tira o casaquinho da cor da pele
Acende uma vela
E começa a cantar com o quadro e a foto amarelada
Da sua sala.
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