Até que um dia, alguém reparou nos longos e enrolados cabelos negros
Eles estavam imóveis
Volumosos
Não tinha nada que chamasse atenção
A não ser as curvas e mistérios em cada esquina
Que guardava
domingo, 7 de outubro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Encontro
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Agulha
-Mamãe, olha o que eu fiz.
Viveu tudo o que tinha de viver. Pulou carnavais da Era do Ouro. Trocou beijos secretos na misteriosa escuridão das agitadas avenidas do Rio de Janeiro.
Viu a vida passar pelos seus olhos, sentiu os melhores toques que a mente pudesse imaginar.
Teceu o mehor tecido.
Costurou a melhor roupa.
Confeccionou os melhores sapatos.
Hoje, vive num mundo paralelo.
Num mundo onde os tecidos são da mais escassa qualidade
Mas os detalhes permanecem
A confusão dos laços e babados nas bonecas
Os nomes no diminutivo
A televisão que grita
Enquanto pacientes dedos acompanham a harmonia silenciosa das lembranças de outrora.
Viveu tudo o que tinha de viver. Pulou carnavais da Era do Ouro. Trocou beijos secretos na misteriosa escuridão das agitadas avenidas do Rio de Janeiro.
Viu a vida passar pelos seus olhos, sentiu os melhores toques que a mente pudesse imaginar.
Teceu o mehor tecido.
Costurou a melhor roupa.
Confeccionou os melhores sapatos.
Hoje, vive num mundo paralelo.
Num mundo onde os tecidos são da mais escassa qualidade
Mas os detalhes permanecem
A confusão dos laços e babados nas bonecas
Os nomes no diminutivo
A televisão que grita
Enquanto pacientes dedos acompanham a harmonia silenciosa das lembranças de outrora.
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