quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

De repente


De repente
Os dedos se separaram
De repente
A chuva começou
De repente
A música melancólica fez sentido
De repente
As luzes dos olhares se apagaram
De repente
O ponteiro do relógio é ouvido
De repente
Não há sorrisos e dias ensolarados

De repente
De repente
De repente

A dor martela
Arde
Mata
De repente
O oceano invade o travesseiro
De repente
A gente cai
De repente
A gente pára.

domingo, 7 de outubro de 2012

Até que um dia, alguém reparou nos longos e enrolados cabelos negros
Eles estavam imóveis
Volumosos
Não tinha nada que chamasse atenção
A não ser as curvas e mistérios em cada esquina
Que guardava

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Encontro

A lente do óculos fundo de garrafa
O café quente
Os dedos longos e finos
O mármore da bancada fria
E duas almas se olhando de canto
Nas esquinas da cafeteria

O cheiro forte dos grãos cafeinados em suas roupas