quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Início de mês, meia noite, dia 10 de 2009
Acordei no mio da noite, um suspiro fundo, afogando na água da barriga da minha mãe
Os olhos vermelhos, lágrimas
às vezes penso que minha vida nunca irá sair desses versos
rodo, rodo, rodo e sempre estou a frente dela

Esta que não se surpreende com minha presença
Cliente assídua

Quando enfim hei de ter a esperança e a luz do amor?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Antônio

Perdeu a hora, a manhã
Passou a tarde lendo tirinhas de jornal, olhando o horóscopo.
O dia raiava lá fora, com nuvens tímidas e carregadas. Pensou que iria chover. Chuviscou quando estava almoçando.
Ele saiu devagar, tirou as latas de cerveja que estavam no vaso de plantas.
-Que falta de respeito!

Entrou na banheira, encostou a nuca nas maos, devagar, auto acolhendo a aura, que aos poucos ia esquentando.
Mudou de idéia, acendeu uma vela e pôs-se a ler um livro de Manuel Bandeira.
Lembrou dos sonhos que tivera na noite anterior e se perdeu nas linhas do poema.

Ficou o resto da tarde nublada perdido nas linhas de Bandeira e nas curvas da sua imaginação...

-O que será de mim?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diamantes

Encontrei amigos no meio do caminho
Eram pedrinhas chatas, pedrinhas, pedrinhas
Pedrinhas pequenas, debaixo da areia
Pedrinhas brilhantes, diamantes
Elas cresciam, cresciam
Abstratas, calorosas
Descobri que as pedrinhas falavam

Que pedrinhas não eram sérias
Que pedrinhas me amavam, sorriam
Que pedrinhas esqueciam tudo perto de mim
Que pedrinhas eram sinceras
Que pedrinhas me aconselhavam, quando errada
Que pedrinhas eram gentis

Pedrinhas sorridentes, simples
Pedrinhas-diamantes

Aos meus diamantes, em especial:
Vini,Simone, Larissa (que saudaade, putz) Yuri, Carolina e Karol.
Amo vocês!