terça-feira, 11 de agosto de 2009

Não quero ter o coração bobo de uma raposa.
Não quero esperar o caçador nos dias de quinta.
Quero ter o coração preparado.
Não quero mais sentir a cada minuto ele trincar.

Manter os cavalos selvagens em controle. Dificil mas eu vou tentar.
Bem, essa noite é... uma noite sei lá.

troquei a música calma pela agitada
a água pela tequila
a colcha pelo chão

Mas por dentro essa droga de voz não pára de gritar.
Saudade do sono e a falta de esperança.
Dessa vez não vou esperar pela quarta vez a promessa de surpresa

As expectativas que nunca chegam, nunca serão alcançadas.
-Dessa vez eu trago.
-Você trouxe?
-Não achei.

Coração bobo e tolo. Contente-se com o que sempre teve.

domingo, 9 de agosto de 2009

Sonhei com tragédia, acordei com um grito, chorei no dia.

Ás vezs eu não queria ter o sentimento do mundo.
Entendo você, Drummond.
Alias, tenho te traído com Clarice Lispector.
Mas ela é muito boa mesmo... Tão indecisa e certa ao mesmo tempo.

Um dia sonhei com uma senhora de 40 anos com o mesmo olhar que Clarice...
E o futuro? Sonhador e real... Adoro o contraste da minha vida!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os patos

Os patos que vivem no meu quintal não são humanos
Os patos que comem do meu milho não se importam onde eu compro
Os patos que me olham são estranhos
Os patos são reis
Os patos bicam as galinhas
Os patos sangram
Os patos exigem
Os patos são gordos
Os patos possuem o olhar cruel
A pata inveja minha beleza
O pato inveja meu corpo

A pata é a mídia
O pato, o Brasil.